Uma manhã especial

  • Agosto 30, 2010 às 20:41

Sexta já começamos a ficar meio nervosas/ansiosas (pelo menos eu). Afinal tínhamos um compromisso IMPORTANTÍSSIMO, o qual não poderíamos deixar de ir. Dali a um tempo estávamos a caminho desse lugar tão importante. Vamos nessa!

Chegando lá, minhas pernas começaram a tremer e a Lais me falava: “Calma, se controla!”. Começamos a procurá-lo pelo local e a ansiedade só aumentava. Na saída de uma loja, olhei para cima e, avistando nosso alvo, parei abruptamente e segurei o braço da Lais. “Achei!”. Por um segundo ficamos estáticas, imóveis. Entramos numa livraria e subimos as escadas nos preparando para encontrar nosso ídolo. Ficamos do lado de fora de uma sala, onde estava acontecendo um bate-papo com o elenco da peça, inclusive ele, claro. Ao nos ver, discretamente pediu para que entrássemos para acompanharmos tudinho de perto. Um lugar pequeno e aconchegante. Quando terminou, era nossa hora de falar com ele. “Meninas, vocês vieram. Que bom!”, falou lançando um sorriso fofo e encantador.

E começamos a conversar com nosso MUSO. Falando da peça, de Santa Terezinha e outras coisas, batemos um papo gostoso por demais, não conseguindo esconder a nossa alegria de estarmos ali. Nos despedimos com um “até logo” porque sabíamos que nos encontraríamos novamente.

Arlindo, eu não tenho palavras para agradecer toda essa alegria com que você nos recebe com suas palavras tão doces. A cada encontro nosso, você se mostra mais carinhoso e mais disposto a nos atender de uma forma tão meiga e tão gentil que minha admiração por você só aumenta. Sempre nos encantando e nos contagiando mais e mais. E sentir esse seu carinho todo faz com que eu me apaixone mais pelo seu trabalho e por você.

Nós, suas maiores fãs (empatadas em 1º), te acompanharemos sempre! E mais uma vez você fez com que meu dia se tornasse especial … Um dos melhores!

Tatiane Fadelli

Viver é melhor que sonhar

  • Agosto 25, 2010 às 21:04

Um dos melhores dias da minha vida! A primeira vez que vi essa peça tive de ir embora logo e mesmo apaixonada pelo ator não pude esperá-lo … Quando acabou, eu e Tatiane apenas nos olhamos e nossa única frase foi “não preciso falar nada, né?”. Voltamos o caminho inteiro caladas. Na segunda vez fiquei plantada até ele sair e ao vê-lo confesso que fiquei estática. Não acreditava que meu ídolo estava ali, na minha frente, chorei feito criança. Cheio de carisma e simpatia ele conversou comigo por um bom tempo me deixando ainda mais extasiada. Me contou de como sonhava em fazer aquela peça, que Santa Therezinha tinha o ajudado e me entregou um papelzinho com a imagem e a novena da santa. Um tempo depois nos despedimos e fui pra casa rindo e chorando.

Voltei pela terceira vez e não poderia ter sido diferente, me encantei mais uma vez pela peça e ao sair dos palcos o tal ator novamente se apresentou sendo a pessoa mais linda e fofa do mundo. Eu e Tatiane babando por ele levamos alguns presentinhos e tivemos a melhor sensação possível ao ver o sorriso mostrado por ele ao abrir os pacotes. Mesmo muito felizes não sabíamos quando poderíamos encontrá-lo novamente já que aquela tinha sido a última apresentação da temporada. Desde então, a Tati e eu falamos sem parar várias frases da peça e carregamos a imagem de Santa Therezinha no nosso pescoço.

Depois de dois anos tive uma notícia no mínimo maravilhosa: a peça que marcou minha vida voltaria à entrar em cartaz. Acordei domingo decidida a ver tal produção … Ingresso comprado, segunda fileira, alegria incontrolável. Cheguei ao teatro e sentei na plateia, terceiro sinal, coração na boca. Tatiane pegou minha mão: “Bom espetáculo!”. As duas tremiam e depois de tanto tempo tudo voltava à tona. Nossa época de teatro todo dia, a paixão pelo ídolo, a emoção da história … Cada frase e sentimento trazia de volta alguns dos melhores dias que vivemos. Batimento acelerado, perna bamba, vimos e sentimos como se fosse a primeira vez, e se teve algum momento em que me emocionei de verdade foi o agradecimento. Não que seu personagem não me deixasse boquiaberta, mas naquela hora era ele, o ator, nossa paixão. Esperamos do lado de fora até que vimos uma porta mexendo … Ele sai, lindo como sempre! Por alguns instantes senti a mesma alegria de Harold ao subir em árvores e dar cambalhotas durante uma tarde agradabilíssima.

“Nossa, as meninas da carta!”, ele disse. Como assim? Depois de anos fomos lembradas por nosso ídolo. Mostramos nossas santinhas: “Não acredito, é por causa da peça?”. Lógico que sim, você que nos apresentou a ela …

- “Fiz uma novena como você me ensinou e apresentei uma peça na FAAP ano passado.”

- “Jura? Que legal!”

Ele chamou a outra atriz da peça … “Olha, elas usam Santa Therezinha por conta da peça! E ela apresentou uma peça na FAAP”

- “Ah, então vocês são atrizes?” Ouvi de ninguém menos que Glória Menezes.

Durante nossa conversa falamos sobre várias coisas com cara de “meu Deus, é ele!”

- “Olha, semana que vem agente vai fazer um bate-papo em tal* lugar, vão lá!”

Oi? Nosso amor maior nos chamando para algum lugar … Depois de muito papo, elogios e fotos fomos embora e ele se despediu com um “até logo”. Não poderia ser mais lindo! E mais um sonho realizado.

Arlindo Lopes nos encantou mais uma vez com seu jeito mais fofo impossível e iluminou minha noite a tornando inesquecível, uma das melhores da minha vida.

Laís Lattarulo

Ensina-me a viver

  • Agosto 23, 2010 às 21:32

Há dois anos atrás, quando estávamos no primeiro ano, recebemos a notícia entre uma aula e outra, de que o colégio nos levaria ao teatro. “Ensina-me a viver”. Já tinha ouvido falar da peça e não poderia perder a oportunidade. “E aí, vamos?”, “Com certeza!”. E assim decidimos assistir uma peça um tanto quanto especial.

Chegando lá, nada mais me passava pela cabeça a não ser o desejo pelo início do espetáculo. Primeiro sinal, hora de ir para nossos devidos lugares. Segundo sinal, hora de desligar os celulares e começar a sentir a energia teatral. Terceiro sinal, é agora! As luzes se apagaram, “Bom espetáculo”, e a peça começou … Me encantei logo de cara! No decorrer da apresentação fui me apaixonando por uma linda história, pelos figurinos deslumbrantes, pela trilha sonora perfeitamente em sintonia com a trama e, mais ainda, pelos atores. As emoções iam se misturando de uma maneira mágica e única que, ao mesmo tempo que me emocionava e me escorriam lágrimas pelo rosto, me enchia de alegria e soltava gargalhadas.

Ao término da apresentação, não sabia como encarar o mundo lá fora. Esqueci por alguns minutos dos meus problemas e me sentia mais leve. Voltei calada para casa, refletindo sobre o que tinha acabado de presenciar e como isso tinha mudado minha vida. Confesso que demorei a voltar ao meu normal porque ainda me sentia meio alienada. Não poderia ter feito escolha melhor do que ter ido aquele teatro.

E como se não bastasse ter sido apresentada à uma história apaixonante, conheci também um ator magnífico, maravilhoso. Que, com o seu talento e sua doçura, faz com que me apaixone a cada dia mais por ele.

Arlindo Lopes. Um jovem ator com uma experiência de dar inveja a qualquer veterano. Sua facilidade de se transformar em Harold é uma coisa que não se vê todo dia. Seu sorriso me fascina desde sempre. Sua alegria é contagiante e seu carinho com o público é uma coisa especial. Meu ídolo.

E somente Glória Menezes faria Maude na medida certa. Sua dedicação e seu talento se juntam á delicadeza com que dá a vida a esta bela personagem. Uma verdadeira rainha!

Uma comovente história de amor que levarei para minha vida. Não poderia ser melhor: “Ensina-me a viver” com Arlindo Lopes e Glória Menezes. Estou certa de que irei prestigiá-los mais vezes e me emocionar novamente. Sempre lembrando do quão importante é viver a vida!

Tatiane Fadelli

Sinopse

Ensina-me a Viver narra o encontro amoroso entre Harold e Maude. Harold é um senhor de quase vinte anos, obcecado pela morte. Maude é uma menina de quase oitenta anos, apaixonada pela vida.

Sensível, inteligente e rico, Harold não conheceu o pai. Convive com uma mãe indiferente e autoritária, numa relação desprovida de qualquer contato afetuoso. Atormentado, Harold tenta chamar a atenção materna simulando tragicômicas tentativas de suicídio.

A quase octogenária Maude, ao contrário, tem uma paixão incomparável pela vida. Aproveita cada segundo de sua existência como se fosse o último. O contato entre esses dois não poderia ser mais inusitado e improvável, mas quando se encontram, a sintonia é imediata. Maude, cheia de alegria e positividade, ensina ao deslocado Harold os prazeres da vida e da liberdade.

Ensina-me a Viver é uma tocante e bem-humorada história de descobertas, que leva o espectador a acreditar que simplificar a vida é o melhor caminho e que o amor continua sendo o melhor remédio.

Teatro Tuca
Rua Monte Alegre, 1024. Perdizes – São Paulo – SP .Call Center (11) 2626-0938
Sexta e sábado ás 21h30 e domingo ás 19h. Até 26/09

Ensinando a sonhar …

  • Agosto 23, 2010 às 20:53

Dois anos atrás fui assistir uma certa peça com a escola. A história me interessou de cara e ao conferir o elenco encontrei nomes como Glória Menezes e Arlindo Lopes. Na hora pensei: “quem é esse cara?”, já que o nome não era tão conhecido e não é qualquer um que atua com tal diva, confesso que cheguei meio que com o pé atrás … Ao apagarem as luzes me entreguei a história e logo que vi um senhor de 19 anos acendendo velas soube que estava em boas mãos. A cada cena Harold me encantava e ao ver uma bela jovem oitentona entrando de quatro enquanto empurrava sua bolsa tive a certeza de que aquilo valeria a pena. “Amêndoas, quer?” ela começa deslumbrante.

No decorrer da história, Arlindo Lopes apresenta Harold com perfeição, fazendo uma transição entre a obsessão pela morte à paixão pela vida com maestria. Passa sentimentos como ninguém fazendo a plateia rir, chorar e prender a respiração por alguns minutos entre outras emoções. Glória Menezes cheia de leveza, apresenta a vida não só à Harold como à todo público e com sutis lições de vida impressiona por sua majestosa jovialidade. Fernanda de Freitas não fica atrás mostrando sua incrível versatilidade, fazendo lindamente suas 3 personalidades e sendo uma bailarina que por alguns minutos aparece imóvel como uma verdadeira boneca. Augusto Madeira e Ilana Kaplan brilharam igualmente, agora deixando seus lugares com Antonio Fragoso e Stella Maria Rodrigues que não fizeram por menos. No elenco de apoio Verônica Valentim, Walisson de Souza, Guilherme Siman e Ricco Viana apresentam uma verdadeira coreografia na troca de cenas. Figurino, iluminação, trilha sonora, cenário e direção impecáveis. Atores maravilhosos. História incrível. Produção emocionante. Tudo combinando para uma noite perfeita.

Já estava perdidamente apaixonada por Harold – e por todos os personagens óbvio – até conhecer Arlindo. Competente, dedicado, simpático, fofo, humilde, carinhoso, carismático, lindo … Brilha, brilha, brilha! Bravo Arlindo! Maude com sua riqueza de vida “ensina-me a viver” com suas histórias. Se tinha alguma dúvida de que aquela noite seria perfeita, a excelência dos atores e personagens me tranquilizaram e aplaudo de pé tal obra.

E se posso dizer algo é muito obrigada por todo encanto. Obrigada Arlindo por correr atrás de seu sonho o fazendo com tal perfeição. Obrigada Glória por embarcar nessa sendo incomparavelmente magnífica. Obrigada Fernanda pelas risadas arrancadas. Obrigada a todo elenco, direção e produção. Obrigada Maude e Harold por me ensinarem a viver!

Laís Lattarulo

Dia do Ator

  • Agosto 19, 2010 às 23:45

Sempre fui encantada por teatro e um dos meus maiores sonhos era fazer parte desse mundo cheio de magias e encantos. Acho que um dos motivos por tanta paixão pode ser minha terrível indecisão, assim para que escolher apenas uma opção se sendo atriz posso ser tudo? A possibilidade de fazer várias criaturas sempre me agradou … Já fui de dançarina de can-can à uma digna senhora de Londres, fui apaixonada por caras quase impossíveis, professora de ginástica, Medusa, já morri e já matei, entre tantas outras coisas. E depois de cada trabalho deliciosamente vi plateias de pé aos gritos e aplausos. Depois da primeira vez diante dos refletores nunca mais tive coragem de deixar esse mundo fantástico.

Só quem já subiu em um palco conhece a fantasia existente nesse lugar. Inventar trejeitos, criar personagens, encarar diferentes personalidades, falas e gestos. Só quem fica atrás das cortinas sabe o suor que passou até chegar ao glamour exposto. Figurinos, cenários e toda magia que encanta pessoas é algo indescritível para quem está do outro lado. Mesmo adorando qualquer tipo de atuação, é o teatro que me fascina. A ansiedade criada ouvindo os sons da plateia chegando, o frio na barriga, a hora única e a impossibilidade de corrigir e voltar atrás aumenta a emoção de cada cena. A repetição fazendo como se fosse a primeira vez, os olhares, sotaques e andares que só um ator entende. E por isso e muito mais continuo amando esse sonho e desejando poder criar e encantar cada vez mais.

Hoje desejo um FELIZ DIA DO ATOR a todos esses seres malucos que brilham com seus trabalhos. Parabéns a todos os profissionais, amadores, aos que sobem ou já subiram no palco comigo, aos que me deixaram encantada, aos que me fizeram rir e chorar nas plateias, aos que me ensinaram o que sei e a Tatiane que contracena e encara tudo isso comigo.

Merda!

P.S.: E acho que no texto abaixo, Daniel Dantas consegue incrivelmente descrever o trabalho desses seres maravilhosos:
“O ator sonha sempre que, na hora mais importante, a fala não vem, e sabe que aquele momento perdido era o único que tinha. Ele treme se o pai, a mãe, a tia, o psicanalista, o advogado ou o dentista parecem entediados na platéia. Primeiro pergunta quantos pagantes há e depois faz quinhentos exercícios mentais para esquecer que há alguém.

Há coisas sobre o ator que todo mundo sabe. Somos famosamente vaidosos, auto centrados, competitivos e temperamentais. Nos perdemos em detalhes inúteis e esquecemos sempre, ainda que digamos o contrário, que “é só teatro”. Temos crises frequentes de ansiedade e passamos por cima de tudo que não nos sirva naquela horazinha no palco. Temos uma noção exagerada da nossa importância nas peças, na arte em geral, e no mundo.

Mas quem nunca sentou numa platéia vazia e escura e viu um grupo qualquer de atores ensaiando, um ator repetindo mil vezes, incansavelmente, a mesma fala desimportante; ou sussurando um trecho que o outro ia esquecendo; ou discutindo a exaustão uma cena da qual nem participa, procurando um tom exato, como se aquilo fizesse alguma diferença na vida e como se alguém fosse notar; ou sorrindo, à despeito de si mesmo, ao ver um outro ator fazer uma graça em cena, pela enésima vez; quem nunca viu como essas pessoas estranhas, egoístas, limitadas, comuns, descobrem juntas, apoiadas umas nas outras, o jeito de trazer à vida essa outra gente excepcional, inteligente, magnânima, profunda e terrível que se vê nos palcos; QUEM NUNCA VIU ISSO, NÃO TEM A MENOR IDEIA DO QUE É O ATOR.”

Laís Lattarulo

À você, Vitor

  • Julho 31, 2010 às 13:15

Vitor. Carinhoso, divertido, agitado, sempre alegre, as vezes chato, nunca desanimado. Sociável (até demais), foi por iniciativa dele que começamos nos falar. Quando eu digo falar quero dizer que ele sempre puxava um assunto e eu sempre cortava ele rapidinho. “Na boa, como você aguenta essa garoto?”, falei para um amigo dele certa vez … Mas agora eu vejo que preciso aguentar esse chatinho. Porque eu não vivo mais sem o seu sorriso bobo. Sem a sua risada contagiante e sem os seus abraços sinceros!

Amizade verdadeira. É o que temos. Risadas, conversas, sorrisos, abraços e muitos beijos. Tudo com muito sentimento e muita cumplicidade.

Há 4 anos eu tenho a nítida sensação de que conheci uma pessoa que levarei pra sempre comigo, que fará de tudo pra me ver feliz e não sossegará enquanto não conseguir este feito. Que sempre estará do meu lado e que nunca me abandonará.

E hoje, mais uma vez, quero te desejar meus sinceros votos de felicidade. Quero ver você conseguindo tudo o que deseja, nunca deixando de sonhar. Seja sempre essa criança que me alegra todos os dias. E sempre, SEMPRE lembre que eu te amo!

Tem aqueles que dizem que um dia tudo acaba … O meu “pra sempre com você” nunca vai acabar. Será eterno.

PARABÉNS MELHOR AMIGO! EU TE AMO.

Tatiane Fadelli

Um parabéns especial

  • Julho 31, 2010 às 12:29

Para ontem, tinha marcado um programa muito importante: aniversário do meu melhor amigo. Acordei horrível, com cara de sono e tomada por completo de um desânimo incontrolável, mas não poderia deixar de ir ao meu compromisso.

Até que o telefone tocou … era meu tal amigo. Começamos a conversar enquanto eu folheava a revista que tinha chegado de manhã. Chegando ao final da revista encontrei a parte do horóscopo e o signo da vez era leão (justamente o do meu amigo, óbvio).

- Olha Vi, aqui tá falando como é o namorado de leão, vou ler pra você!

Depois de ler e perceber que encaixava perfeitamente(não que ele namore, mas se namorasse seria assim) brinquei dizendo:

- Ah, assim eu não tenho chance com você, eu não ando desse jeito.

Me referindo a revista que dizia que apenas garotas românticas, carinhosas, superlindas, produzidas, poderosas e (quase) perfeitas conquistariam esse tipo de garoto. E como resposta, ele me falou:

- Isso é você que pensa!

Obrigada meu lindo, por salvar meu dia!

Por esse e por cada momento em que ele sabe me fazer feliz, não poderia deixar de demonstrar o quanto é bom ter ele do meu lado, e de desejar tudo de melhor pra esse menino.

Parabéns e que tudo que você deseja se realize. E nunca se esqueça que aqui tem uma garota que te ama de verdade … Pra sempre!

Laís Lattarulo

Falando em física …

  • Julho 31, 2010 às 12:18

Até a 8° série nunca tinha ficado de recuperação, lembro perfeitamente como foi minha primeira vez. Fui desvirginada no 1º ano do ensino médio. Professora nova de física. Ela estava em sua mesa rodeada de alunos quando chegou meu número, ela se esticou para pôr a cabeça pra fora da rodinha e fazendo um gesto com a mão (como se estivesse cortando seu pescoço) falou em alto e em bom tom: “Lattarulo, 5.2, ficou”. Ai que ódio daquela mulher! No dia da prova, tivemos que ir para uma sala maior, porque nas de aula não cabiam a quantidade de alunos que tinham ficado abaixo da média. Recuperei, graças a Deus!

O tempo foi passando e aos poucos percebi que aquela professora não era tão má assim … Ela nos entretia por horas, falando de sua vida, seus casos e trabalhos. Descobrimos que ela trabalhava em um hospital e largou tudo para dar aulas, “ok, que tipo de problema você tem?” foi o que passou pelas nossas cabeças … E a resposta dela? “Lá eu não estava feliz!”. Uau, isso que é uma pessoa decidida.

Chegamos ao 2º ano ouvindo suas peripécias e nos interessando cada vez mais por suas aulas, pois até pra dar matéria ela sabia nos entreter – e como. Minhas notas começaram a subir e realmente aquela professora se tornava especial. Ela sempre deixou muito claro que se tivéssemos problemas no vestibular com certeza não seria com física, e nos enchia de dicas que escutava pelas portas enquanto fazia “faxina na USP”.

Partimos ao 3º ano e com seu jeito diferente (e ousado) nos fazia decorar fórmulas com facilidade. Ela sabia ensinar, e mais do que nos mostrar contas, nos tornava gente. Fazia com que crescêssemos como pessoas, dava ensinamentos para vida! Depois de assinarmos um contrato, esperávamos ansiosos pela aula de física cada um sentado em seu lugar sem bagunças, se não “Fora”, e ela não é o tipo de pessoa que costuma voltar atrás. “Bom dia senhores!” ela entrava balançando os cabelos e nos encantando cada vez mais …

Poucos professores me ensinaram algo que realmente usarei na minha vida, mas ela, com toda sua liberdade e seu jeito de “não querer ser como os outros adultos e se dar sim o direito de ser sensível” me deu aulas que levarei para sempre. E depois de me fazer gabaritar sua prova, ela “vazava como gás” nos deixando com vontade de mais física.

Enquanto todos nos fazem aprender fórmulas, regras e línguas, seu maior ensinamento ultrapassava qualquer matéria: “Tratem de serem felizes senhores!”.

Hoje levo comigo cada texto feito por essa professora/mulher/pessoa incrível. Agora, a ansiedade criada pela tão esperada aula de física, provavelmente irá ceder lugar a faces entediadas cheias de saudades … Mas se (quase) sempre obedecemos ela, não é agora que vamos deixar de cumprir seu maior mandamento, certo?

Levo com muito carinho toda a física de 3 anos e agora “F, O, I: fui!”.

Á Florence linda diva musa e deusa, que permanecerá brilhando por onde passar.

Laís Lattarulo

O Poeta e as Andorinhas

  • Julho 31, 2010 às 12:10

Estudamos na mesma escola e nunca pensei que um dia viraríamos amigos. Foi de repente que começamos a nos falar e nosso gosto por teatro nos aproximou mais ainda. Ele se formou e, com isso, passamos a nos ver menos.

Um bom tempo depois recebi a notícia de que ele estaria na próxima produção de Cíntia Abravanel e não pude conter minha alegria e ansiedade de vê-lo no palco e de prestigiar sua conquista.

Depois de assistir a peça pela primeira vez, me encantei pela história e voltei outras 6 vezes. Com músicas inesquecíveis e figurinos esplendidos, viajamos por mais uma maravilhosa obra de Oscar Wilde representada por atores excepcionais. O sucesso do espetáculo é comprovado a cada apresentação, encantando e emocionando adultos e crianças.

Tatiane Fadelli

Quando eu estava na 7° série, os alunos do 3° ano chamavam a atenção. Um grupo de caras lindos encantava qualquer menina mais nova. Depois deles se formarem, todas tinham certeza que nunca mais os veriam, mas pelo visto, comigo seria diferente.

Para minha surpresa um deles – que fazia parte do teatro – voltaria para ajudar o grupo. Nos aproximamos e depois de algumas peças, vários passeios e muitas risadas o tal garoto se tornou especial.

Um tempo depois descobri que o cara que tinha feito peças comigo, iria brilhar em outro palco, participando de uma das produções do CCGSS (Centro Cultural Grupo Sílvio Santos), quem diria que depois de ser paquito e codorna, ele encararia andorinhas com todo o seu talento. E como se não bastasse vê-lo uma vez, depois de ir 7 vezes a mesma peça, confirmo que vale a pena.

Com melodias e figurinos encantadores, os atores dão vida a contos de Oscar Wilde, como ‘O Príncipe Feliz’, ‘O Aniversário da Infanta’ e  ‘O Rouxinol e a Rosa’, que cercam a história do ‘Retrato de Dorian Gray’. Com leveza e sutilidade, o grupo encanta todos os sábados em temporada gratuita.

E depois de 7 vezes, ainda babo vendo o tal garoto que atuava comigo brilhar tanto enchendo outros palcos de alegria.

Laís Lattarulo

“O Poeta e as Andorinhas”

Teatro Imprensa: R.Jaceguai, 400 – Bela Vista, Tel.:(11) 3241-4203

Sábados, às 16h00. Grátis. Ingressos distribuídos uma hora antes. Até 28/11.

A sorte do personagem

  • Julho 23, 2010 às 15:32

Há 3 anos atrás, na véspera do aniversário de 15 anos de uma amiga minha, fui até a casa dela ver uns últimos detalhes (ela tinha pedido minha ajuda na decoração). Chegando lá, um amigo do pai dela tinha ido também e alguns minutos depois de termos sido apresentados, ele já estava me fazendo rir – e muito. Passamos a noite dando várias gargalhadas.

No dia seguinte, cheguei mais cedo com ela na sua festa de 15 anos e depois de um certo tempo o pai dela veio me dizer que o tal amigo engraçado estava me chamando … Fui e quando cheguei ele me tirou para dançar, e até que chamamos atenção na pista durante alguns minutos. Descobri que ele fazia teatro (muito interessante).

Um tempo depois, resolvi assistir uma peça dele e mais uma vez dei muitas risadas. Um grupo de maioria masculina, em que muitos deles faziam papéis de mulheres chamava a atenção. Se caracterizando pelo estilo anos 70, pelo uso de várias perucas e dublagens de músicas, o grupo arranca risos da plateia com facilidade. E agora voltando com uma de suas peças é algo que vale a pena conferir – e eu com certeza estarei lá.

Conhecidos como “Cafonas e Bokomocos”, se apresentam no Teatro Plínio Marcos, aos sábados, às 20 horas.

Veja mais – Release: Reestréia de “A sorte do personagem”
Nas comemorações dos 10 anos do Grupo Cafonas & Bokomokos
De 07 de agosto a 11 de setembro de 2010

Sinopse

Início dos anos 70. A televisão ganha um novo fôlego com a consagração das telenovelas brasileiras. Novos autores e atores buscam estabilização profissional através deste espaço. A censura do governo militar detona tudo e à todos.

As telenovelas levam para dentro das casas uma falsa realidade, alienante, enganadora. As conversas, nos lares, nas ruas, já não falam mais da sorte das próprias vidas das pessoas, mas sim, da sorte dos personagens das novelas. O destino da heroína aponta para uma tragédia, os espectadores em casa sofrem junto a ela, apesar de saberem que ela se casará com o galã no último capítulo. O público, pela telinha, acompanha assiduamente os desdobramentos da história e interfere na sorte dos personagens. Se a interpretação da atriz coadjuvante agradar a audiência, seu papel crescerá, ela sairá nas capas das revistas e será cotada para ser a protagonista da próxima novela, mas, se não agradar, a personagem morrerá ou viajará para um país distante para nunca mais voltar. E a atriz, desempregada, marcará algumas sessões no analista.

Os conflitos, profissionais e amorosos, de uma equipe de novela e as possíveis relações com o mundo real, compõem a base de A Sorte do Personagem, a comédia de maior sucesso de público do Grupo Cafonas & Bokomokos.

Mais informações: www.cafonas.com.br

Laís Lattarulo